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Presidenta da FNE reflete sobre desigualdade racial na enfermagem e necessidade de políticas afirmativas

Presidenta da FNE reflete sobre desigualdade racial na enfermagem e necessidade de políticas afirmativas

A presidenta da FNE, Solange Caetano, em sua coluna no Outras Palavras,  abordou as desigualdades raciais que ainda permeiam a sociedade brasileira e, em especial, a categoria da enfermagem. 

Segundo dados do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), 53% das/os profissionais de enfermagem são negros/as ou pardos/as, mas a maioria deles/as ainda ocupa posições menos valorizadas, como técnicos/as ou auxiliares. Embora o Piso Nacional da Enfermagem represente um avanço, as jornadas exaustivas e a baixa representação em cargos de liderança continuam sendo desafios estruturais.

Solange também reforçou a importância das políticas públicas afirmativas para promover equidade, citando o ingresso de negros/as no ensino superior como um avanço. No entanto, ela alertou para a necessidade de garantir a permanência desses estudantes nas universidades e a inserção em trabalhos qualificados após a formação. Essa luta vai além do campo da saúde: as desigualdades raciais no mercado de trabalho brasileiro revelam que negros/as são maioria em setores precarizados, enquanto os cargos de maior prestígio continuam sendo ocupados predominantemente por pessoas brancas.

 Reconhecer os avanços é fundamental, mas não basta. Precisamos enfrentar os resquícios da escravidão e ampliar as políticas públicas que garantam a valorização e o bem-estar da população negra, rompendo com a perpetuação das desigualdades históricas.

Leia a matéria de Solange Caetano na integra através do link https://outraspalavras.net/outrasaude/as-mudancas-a-que-o-novembro-negro-convida/

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