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Migração das mulheres e equidade de gênero são pautas na 69CSW

Migração das mulheres e equidade de gênero são pautas na 69CSW

Com a necessidade de discutir sobre a migração de mulheres para países estrangeiros, a Women Imigration Networking, que é uma organização de networking de mulheres que estão em condição de imigração, organizou um debate para a delegação da Internacional de Serviços Públicos (ISP), no último dia 13/3/25, durante a 69ª Sessão da Comissão das Nações Unidas sobre o Estatuto da Mulher (CSW), em Nova York, nos Estados Unidos. A Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE) esteve representada pela vice-presidenta, Shirley Morales e pela diretora Ana Firmino.

O evento teve como premissa principal debater sobre a equidade de gênero e a igualdade da agenda, tendo em vista a Plataforma de Ação de Pequim (BPfA), que completou 30 anos em 2025. Embora a  BPfA seja  reconhecida como um marco na luta pela igualdade e pelos diretos humanos, ela trata o tema de forma inconsistente, não abordando adequadamente seus fatores determinantes.

Para retratar sobre os imbróglios dessa questão, a Women Imigration Networking levou algumas mulheres que vivem em situação de imigração para contarem os fatos. Elas relatam que, por serem arrimo de família e por terem duplas jornadas em seus países, acabando enxergando a possibilidade de melhoria na qualidade de vida indo para os países estrangeiros. Infelizmente, essa realidade não se concretiza ao chegarem nos países, e, na maioria das vezes, ela têm que lidar com a violência, assédios, trabalhos análogos à escravidão, falta de segurança e xenofobia.

A palestra teve a representação de Beijing, Nepal, Paquistão, Argentina, México e do Canadá. A vice-presidenta da FNE destaca que a explanação foi importante para fortalecer a luta. "Esse evento buscou sensibilizar as mulheres que estão na CWS para que elas possam lutar e para que o debate da mulher imigrante possam aparecer nos documentos oficiais da ONU, que hoje não refletem as necessidades delas em sua totalidade", destaca.

Por fim, foi solicitado para que as entidades, juntos aos seus governos, adotassem: políticas de direitos humanos dentro do processo de migração; o fim da criminalização e da estigmatizaçaõ das imigrantes; o estabelecimento de mecanismo de acolhimento para essas famílias; a elaboração de políticas para os trabalhos decentes; a participação das mulheres em processos de decisão e a criação de  políticas  de acolhimento quando os imigrantes retornarem aos seus países de origem.

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