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FNE manifesta preocupação com alerta da ISP para riscos dos “químicos eternos” e reforça papel na defesa da enfermagem

FNE manifesta preocupação com alerta da ISP para riscos dos “químicos eternos” e reforça papel na defesa da enfermagem

A Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE) manifesta preocupação com o alerta divulgado pela Internacional de Serviços Públicos (ISP) sobre os riscos da exposição ocupacional de servidores públicos às substâncias per e polifluoroalquiladas (PFAS), conhecidas como “substâncias químicas eternas”. Segundo a ISP, trabalhadores de setores estratégicos do serviço público, como saúde, saneamento, limpeza urbana, gestão de resíduos, segurança e combate a incêndios, estão expostos a essas substâncias de forma contínua, muitas vezes sem informação adequada ou medidas de proteção suficientes.

De acordo com o posicionamento da ISP, a exposição aos PFAS ocorre por múltiplas vias — inalação, contato dérmico e ingestão — e está associada tanto ao uso direto de produtos e materiais contendo essas substâncias quanto à contaminação indireta de ambientes de trabalho, equipamentos e equipamentos de proteção individual. A entidade alerta que a reutilização de EPIs contaminados, a ausência de protocolos de descontaminação e a migração ambiental dessas substâncias ampliam significativamente os riscos à saúde dos trabalhadores.

A FNE destaca que a natureza cumulativa e persistente dos PFAS agrava ainda mais o problema, uma vez que a exposição ocupacional se soma à exposição ambiental cotidiana, presente na água, nos alimentos e em diversos produtos de consumo. O chamado “efeito coquetel”, resultante da interação de milhares de compostos PFAS diferentes, pode potencializar efeitos tóxicos, carcinogênicos e mutagênicos, aumentando a probabilidade de danos à saúde, especialmente em contextos em que faltam legislação preventiva eficaz, fiscalização adequada e normas robustas de saúde e segurança do trabalho.

Diante desse cenário, a FNE reforça o alerta da ISP e defende a adoção urgente de políticas públicas baseadas no princípio da precaução, com a redução e substituição progressiva dos PFAS. Para a federação, proteger enfermeiros e enfermeiras da exposição a essas substâncias é uma medida essencial para a defesa da saúde coletiva, do meio ambiente e da qualidade dos serviços prestados à população.

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