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O trabalho ininterrupto da enfermagem é o pilar que sustenta o atendimento 24 horas na saúde. No entanto, a Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE) chama a atenção para o preço alto que essa dedicação pode cobrar: o comprometimento da saúde física e mental dos profissionais.
A Ciência do Sono e o Ritmo Circadiano
Estudos recentes da pesquisadora Elaine Marqueze (Hospital Israelita Albert Einstein) revelam que a inversão de turnos altera o relógio biológico, gerando uma dessincronização do ritmo circadiano.
Essa quebra na harmonia natural do corpo desencadeia uma série de riscos:
• Metabólicos: Ganho de peso e desenvolvimento de diabetes.
• Físicos: Distúrbios crônicos do sono e dores musculoesqueléticas.
• Psicossociais: Aumento dos níveis de estresse, ansiedade e episódios de depressão.
O Peso da Dupla Jornada
A FNE destaca que esse impacto é ainda mais severo entre as enfermeiras. A realidade brasileira impõe a esses profissionais uma sobrecarga extra: a dupla jornada. Após plantões exaustivos, muitas ainda enfrentam as tarefas domésticas e o cuidado com a família, o que anula o tempo essencial para o descanso e a recuperação biológica.
O Posicionamento da FNE
Não se trata apenas de cansaço, mas de saúde ocupacional. A Federação reforça a urgência de:
1. Escalas Humanizadas: Que respeitem o tempo de recuperação do organismo.
2. Descanso Adequado: Garantia de ambientes e períodos de repouso efetivos.
3. Políticas de Valorização: Cuidar de quem cuida é o único caminho para um sistema de saúde seguro e eficiente.
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