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Deflagrar uma greve resolveria o problema?

Deflagrar uma greve resolveria o problema?

Embora, a greve nacional seja muito cobrada pela categoria da Enfermagem, é necessário entender que a prática antecede passos essenciais para sua realização e que pode fragilizar as relações com os empregadores (do setor privado, filantrópico e público), ocasionado prejuízos para os profissionais.

Conforme explica Solange Caetano, presidenta da FNE e coordenadora-geral do Fórum Nacional da Enfermagem, a convocação de uma greve em âmbito nacional necessita de uma organização realizada por uma entidade sindical nacional junto a outra entidade sindical de base.

Além disso, a presidenta destaca que há uma legislação específica no setor privado que regulamente a questão, e que, dependendo da situação, pode gerar a possibilidade para que os empregadores suspendam os profissionais e realizem até mesmo a sua demissão posterior. “Não é o que queremos. Ao contrário, nós queremos a Enfermagem protegida e valorizada”, esclarece.

Outro ponto de atenção compartilhado por Solange é que as últimas decisões realizadas pelos Tribunais dos Trabalhos têm julgado para que as greves sejam suspensas e que as entidades que as convocaram paguem multas financeiras. “Eles entendem que por ser uma categoria essencial para saúde é necessário garantir 100% do serviço a população”, explica.

Alice Portugal, deputada federal, reconheceu a indignação da categoria frente à decisão errônea sobre o Piso Salarial, tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas reforçou que “a luta é para manter a Lei do Piso.”

A live completa você confere no perfil do Fórum Nacional da Enfermagem: @forumnacionalenf.

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